...Chamber of dreams...

Tuesday, October 31, 2006

Conhecimento

“…o salto de separar da espécie a determinação de seu comportamento individual... no momento que nós viabilizamos a possibilidade de ser diferente, no momento em que procriamos a história, a cultura... no momento em que, além de saber, sabemos que sabemos, sabemos que poderemos ser mais.”
“ Eu não apenas sei que sei, mas sei que não sei, e sei que não sabendo e sabendo que sei, eu posso saber mais.”
“ A curiosidade maturada, epistemológica, é repleta de individualidade e por que não dizer individualismo. É entregue a um processo de permanente desvelamento do mundo, da realidade, essa curiosidade se indaga permanentemente.”
“ O conhecimento absoluto de hoje amanhã já não será mais... estamos em uma eterna busca... e a busca da inexistência de uma certeza absoluta é fundamental. Vivemos numa pós-modernidade onde não mais se está demasiado certo da certeza, é afirmada a possibilidade do ser e que não estar certo da certeza é a melhor maneira de conhecer.”
“Discordar não sinonimiza desreipeitar ou odiar o objeto (entenda-se pessoa, idéia, pensamento...) propulsor da ação que gerou a tua discordância. “ agente discorda um do outro, até o fim, sem raiva mútua, nem tu me odeias, nem eu te odeio...” No Brasil, se você critica o outro, tem raiva dele. Criticar o outro significa odiar o outro, porque já se sabe também sendo odiado. Se pudéssemos aprender a dar o testemunho primeiro de que é possível respeitar o diferente, segundo de que é preciso respeitar o diferente, terceiro de que aprende-se com o diferente, quarto de que mesmo brigando com o antagônico, não há porque desrespeita-lo...”
“ Não há inteligência em texto algum, se buscares a inteligência fora de ti, terminarás teus dias em busca, porque a inteligência está no processo de reflexo que acontece entre tu e o livro, entre tua freqüência e a frequência do ser que ti contas algo... A inteligência se faz, se exercita, se constrói.

* Enya – La sonadora

Friday, October 27, 2006


...Buscando a liberdade...

...Reformando o guarda-roupa...

Um dia alguém me disse: : tudo o que não lhe serve mais e você mantém guardado, só lhe traz energias negativas. Livre-se de tudo o que não usa e verá como lhe fará bem. Acontece que nosso guarda-roupa não é o único lugar da vida onde guardamoscoisas que não nos servem mais. Você tem um guarda-roupa desses no interior da mente. Dê uma olhada séria no que anda guardando lá. Experimente esvaziar e fazer uma limpeza naquilo que não lhe serve mais. Jogue fora idéias, crenças, maneiras de viver ou experiências que não lhe acrescentam nada e lhe roubam energia. Faça uma limpeza nas amizades, aqueles amigos cujos interesses não têm mais nada a ver com os seus. Aproveite e tire de seu "armário" aquelas pessoas negativas, tóxicas, sem entusiasmo, que tentam lhe arrastar para o fundo dos seus próprios poços de tristezas, ressentimentos, mágoas e sofrimento. A insegurança dessas pessoas faz com que busquem outras para lhes fazer companhia, e lá vai você junto com elas. Junte-se a pessoas entusiasmadas que o apóiem em seus sonhos e projetos pessoais e profissionais. Não espere um momento certo, ou mesmo o final do ano,
para fazer essa "faxina interior". Comece agora e experimente aquele sentimento gostoso de liberdade.
Liberdade de não ter de guardar o que não lhe serve. Liberdade de experimentar o desapego. Liberdade de saber que mudou, mudou para melhor, e que só usa as coisas que verdadeiramente lhe servem e fazem bem.
...
Quão difícil é para tamanho nostalgismo vivente olhar diferente pra algo assim? E o quão simples é entender que é necessário??? Certeza absoluta e soberana que fácil de nada é, porém não é possível ...

... Give your best always and if it doesn´t work out, you´ll sleep in peace with the certainty that you did all that was possible, that you gave your very best.

* Imagem: Self portrait - The journey within, Aug,2006.
*Imagem anterior: Cropped Lourenn eyes - Surrounded by friends, Aug,2006.



Sunday, October 22, 2006


... Perto de mim ...

...e do que vale a beleza quando ela é absoluta e absurdamente vazia? do que vale a aparência nesta existência? Seria o cultivo de cabelos, olhos, músculos e peles perfeitos uma real busca por uma harmônia por vezes apenas esquemática e simbólica reais? Me parecem que estas constantes buscas, cada vez mais massonizadas e chegadas em domínio popular tem se tornado apenas estratégias ridiculamente desprovidas de criatividade básica para carregar uma quase titulação de portador de uma filosofia "sábia e agradável"... Seriam os frequentadores de academias e afins as reais mentes em busca de paz interior? Particularmente tenho dificuldade de creer em tal possibilidade....

Quando busca-se paz... não se expõe a busca... quando busca-se mais do que aparências... o lindo e o feio a teus olhos são absolutamente iguais.... (sim, vamos abrir um espaço pra discutir a hipocresia de quando falamos em beleza... antes mesmo de iniciar uma argumentação, inicio a finalização... Quando tú homem, faz juz ao teu posicionamento de homem nesta existência, controlas tú a ti mesmo e não qualquer outro contrário.) Como comparar a beleza de olhos mais enigmaticos que o lindo mar Arubano com tamanha riqueza de abstrato eminente em apenas um momento, um olhar? De que vale a uma pele lisinha e aveludada se dela não se originam alimentos para tua alma?... De nada valem as casquinhas frágeis que habitamos sem uma mente brilhante, alma sonhadora e um coração fiel.

Sou alma sonhadora... e sonho com o dia em que não poderei contar nos dedos de uma mão as almas que me afecciono... Tenho a esperança de que um dia qualquer, deixa-rá de ser qualquer e se torna-rá o primeiro dia de uma certeza... Certeza que alguém, em algum lugar desse mundo por horas imenso, por horas minúsculo... me falará sobre a iniportância de sua prórpria casquinha e se sentirá mais que um belo par de olhos ou ... ... ... perto de mim ... ... ...

Thursday, October 19, 2006

...e a vida me parece ser assim... repleta de reticências que com uma freqüência por vezes surpreendente ou seria monótona? presenteia-nos com a sensualidade da incerteza.... seria incerteza a simples ausência de uma certeza abstrata? ou representam estas nove letras algo, sim, já que aqui didaticamente discute-se a significância da incerteza não se podendo denominá-la de toda certeza algo, alguém... sentimento? Ideal? Atitude? Não se pode..., profundamente envolto em interesse...um doce e ilusório mistério... não se sabe, ou sabe-se em demasia... quando torna-tes soberbo de tamanha sabedoria, parece-te complicado o mais simples entendimento... existe um perigo eminente no acúmulo do domínio... o excesso tão almejado por vezes pode-te cegar e tirar de ti o que mais bonito ti compões... a tua sensibilidade!

...e sem o doce e inofensivo veneno dela... de nada graça teria...

A incerteza.

*Ouvindo Serge Rachmaninoff - Moderato
*Imagem: Por do sol, Rio Negro, Tropical Hotel Manaus, 2006